segunda-feira, 15 de março de 2010


HOJE É TEMPO DE SER FELIZ!

A vida é fruto da decisão de cada momento. Talvez seja por isso, que a idéia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver. Viver é plantar. É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existencia as mais diversas formas de sementes. Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós,será plantação que poderá ser vista de longe... Para cada dia, o seu empenho. A sabedoria bíblica nos confirma isso, quando nos diz que "debaixo do céu há um tempo para cada coisa!" Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura. Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra que somos, frutos que sejam agradáveis aos olhos! Infelicidade, talvez seja o contrário. O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo. Sempre é tempo de lançar sementes... Sempre é tempo de recolher frutos. Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem, frutos de hoje, Sementes de hoje, frutos de amanhã! Por isso, não perca de vista o que você anda escolhendo para deixar cair na sua terra. Cuidado com os semeadores que não lhe amam. Eles têm o poder de estragar o resultado de muitas coisas. Cuidado com os semeadores que você não conhece. Há muita maldade escondida em sorrisos sedutores... Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre você, afinal, você merece muito mais que qualquer coisa. Cuidado com os amores passageiros... eles costumam deixar marcas dolorosas que não passam... Cuidado com os invasores do seu corpo... eles não costumam voltar para ajudar a consertar a desordem... Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar... eles costumam lhe fazer esquecer que você vale à pena... Cuidado com as palavras mentirosas que esparramam por aí... elas costumam estragar o nosso referencial da verdade... Cuidado com as vozes que insistem em lhe recordar os seus defeitos... elas costumam prejudicar a sua visão sobre si mesmo. Não tenha medo de se olhar no espelho. É nessa cara safada que você tem, que Deus resolveu expressar mais uma vez, o amor que Ele tem pelo mundo. Não desanime de você, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz. Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar, e o que amar nessa vida. Ao invés de ficar parado no que você fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito... A vida ainda não terminou. E já dizia o poeta "que os sonhos não envelhecem..." Vai em frente. Sorriso no rosto e firmeza nas decisões. Deus resolveu reformar o mundo, e escolheu o seu coração para iniciar a reforma. Isso prova que Ele ainda acredita em você. E se Ele ainda acredita, quem sou eu pra duvidar... (?)
Padre Fábio de Melo

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Paciência

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados...
Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.

Por muito pouco a madame que parece uma 'lady' solta palavrões e berros que lembram as antigas 'trabalhadoras do cais', e o bem comportado executivo... 'O cavalheiro' se transforma numa 'besta selvagem' no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar!

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma 'mala sem alça'.

Aquela velha amiga uma 'alça sem mala', o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso do Jabor e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.

A paciência está em20falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém, que você saiba que é 'ansioso demais' - onde ele quer chegar?

Qual é a finalidade de sua vida?

Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.

E você?

Onde você quer chegar?

Está correndo tanto para que?

Por quem?

Seu coração vai agüentar?

Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?

A empresa que você trabalha vai acabar?

As pessoas que você ama vão parar?

Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se...

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL...

SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA...

Pense nisso...
Arnaldo Jabor

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Para todas os obcecados e os rejeitados,
E para todos os amores perdidos.



"Vamos encarar a realidade? Vamos colocar os pingos nos is? Se você não está feliz, o problema é seu. Sim, meu amigo, sinto dizer. O problema é seu. (Única-e-exclusivamente seu). O problema não é meu. O problema não é dele. O problema não é do destino. Nem da novela-das-oito. A pior coisa no mundo (e mais covarde também) é distribuir culpas e se tornar vítima do próprio sofrimento. Mas não te culpo. Nós crescemos assim. Jogamos a responsabilidade de ser feliz nas mãos dos outros. Vai dizer que não? Vai dizer que você nunca disse a eterna frase dos acorrentados: a culpa não é minha!!!! Ah, sei... Se a vida é sua, a culpa de você estar aí, decepcionado, inquieto, cheio de raiva no coração é das pessoas que inexplicavelmente se voltaram contra você? Sinto te informar que não. A culpa é sua, sim. Aceite. Aceite sua culpa como sua máxima verdade. Tome-a nos braços. Você é culpado pela sua infelicidade. Pela sua felicidade. Pelo que você faz e recebe da vida. Decorou? Então tome nota. O que você plantou, estará na sua mesa. Não é fácil, eu sei. E eu digo isso porque preciso acordar. Eu não posso dizer que ele me decepcionou. Eu não tenho o direito de achar que meu coração tem duzentos e cinqüenta e cinco cicatrizes porque o amor é uma faca afiada que corta. Vamos jogar aberto. A culpa é minha. Eu dei meu coração. Eu inventei um amor. Eu criei expectativas. Então, com sua licença. A culpa é minha. Minha culpa. Minha feia culpa que é minha e de mais ninguém. Minha culpa de sete pontas. Minha culpa que me faz olhar a vida e me sentir personagem principal de uma página triste. E não é só triste. É uma culpa boa. Porque também me faz exercitar um sentimento maior (e mais brilhante que o mundo): o perdão. Se eu pudesse escolher um verbo hoje, eu escolheria perdoar. Assim, conjugado na primeira pessoa, com objeto direto e ponto final: eu me perdôo. Não, eu não te perdôo porque não tenho porque te perdoar. Você não fez nada. Tenho que perdoar a mim. A mim, que me ferrei. Me iludi. Me fodi. Me refiz. Me encantei. A culpa é minha. Minhas e das minhas expectativas. Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca. Então, com sua licença, deixe eu e minha culpa em paz. Eu e meu delicioso perdão por mim mesma. Eu só te peço uma coisa. Pare de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate. Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe. (Somos todos culpados, se quisermos. Somos todos felizes, se deixarmos)".


Fernanda Mello

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

"Exagerada toda a vida: minhas paixões são ardentes; minhas dores de cotovelo, de querer morrer; louca do tipo desvairada; briguenta de tô de mal pra sempre; durmo treze horas seguidas; meus amigos são semi-irmãos; meus amores são sempre eternos e meus dramas, mexicanos."


pra você...

"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também."

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

SEJA UMA ÁGUIA

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos ela está com: - as unhas compridas e flexíveis e não consegue mais agarrar as suas presas das quais se alimenta, - o bico alongado e pontiagudo se curva apontando contra o peito, - as asas estão envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já não é tão fácil!

Então, a águia só tem duas alternativas: morrer... ou enfrentar um doloroso processo de renovação que irá durar 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos.

A vitória é para os que têm coragem e não sentem pena de si mesmos!
Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz...

SEJA UMA ÁGUIA!!!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"Que meu choro abafado
e a minha externa frieza
nao sejam pário para o
amor que sinto pelos que
me cercam e para a esperança
de poder dar a alguem o
que tenho trazido
dentro do peito durante
tanto tempo...

Quando me machuquei
nao pedi ajuda por nao saber
pra quem, e quando sorri so
pude dividir comigo mesma.

Por isso de todos os amores
que vivi o mais intenso
foi o primeiro,
mas o ultimo eh sempre
o mais real.

É pra ele que
eu entrego as cicatrizes do
meu peito ferido
de tanto sofrer escondido,
esperando que se cure de vez
o coração de carne que
se fez pedra para conseguir
transpor tanta hipocrisia...

E do mundo já nem sei,
dos outros pouco conheço.
Eu só preciso saber que
dos amores que tive
você é o último..."

Érika Melo

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Não ia postar fotos no blog...

...mas é que 2009 me tirou coisas e pessoas que gosto muito, mas me deu um príncipe! Coisas nunca foram nada pra mim... pessoas retiradas sim... algumas perdas doídas, outras necessárias...

Então posto aqui o meu mais novo tesouro... "Alfredo".


Pra ler e reler...

"Eu sou apaixonada por palavras. Música. E pessoas inteiras. Não importa seu sobrenome, onde nasceu ou quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono. Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida. Tem muita coisa dentro de você? Então jogue essa porra de identidade fora e senta aqui. Pára de falar da festa. Da viagem. Das 300 horas que ficou sem dormir ouvindo tuntz tuntz. Tá bom, pode falar! Mas seja breve. Eu quero saber sobre você. VOCÊ! Você não é só uma festa, uma foto de orkut, um carro bonito que te custa caro. Você não é só um i-phone, uma tv de plasma, uma notícia barata de jornal. VOCÊ É GENTE! E gente sente. Gente ama, sofre, sente sono. E tem medo. EU TENHO MEDO. Eu, na verdade, tenho muitos medos. E um deles é que as pessoas virem apenas uma IMAGEM. Não para os outros (que se fodam os outros!), mas para si mesmo. Meu Deus, aonde vamos parar? Antes que a conversa se estenda, quero esclarecer logo. Não sou hipócrita, veja bem. Também adoro um auê, uma frescurinha, champagne boa. Tenho um ego chato que apaga fotos em máquinas alheias. Fico emburrada se a calça jeans não entra. Brigo cá com meus defeitos (que são caros, fartos e meus). E acho que todo mundo também. Mas o que vim dizer hoje não é isso. Ou melhor, é sim. O que eu quero falar na verdade é que: A GENTE PODE SER BEM MAIS QUE ISSO. Que tal preocupar-se um pouco mais com SER do que com o TER, nem que seja pra variar? Me conte suas viagens, me mostre sua história, mas seja sincero: você detestou aquele lugar que todo mundo ama! VOCÊ ODIOU, na verdade. Então pra quê dizer que foi uma viagem “do caralho” e colar aquelas fotos com aquela gente cretina bem no meio do seu mural? Não precisa fazer linha comigo, nasci desalinhada, você sabe. Lembre-se de quem você era, DE QUEM VOCÊ É. (Você se lembra?). É sua essência, tudo o que há por trás desse sorriso lindo e óculos escuros. É minha gente. Estou naqueles momentos silenciosos em que pouca coisa parece fazer sentido. Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono. Não quero uma vida pequena, um amor pequeno, um alegria que caiba dentro da bolsa. Eu quero mais que isso. Quero o que não vejo. Quero o que não entendo. Quero muito e quero sem fim. Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar. Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz. Eu quero é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida. E rezar – se ainda acreditar – pra sair ainda bem melhor do outro lado de lá.
(Somos todos culpados, se quisermos. Somos todos felizes, se deixarmos .)"
Fernanda Mello

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Durante toda a minha vida, entendi o amor como uma espécie de escravidão consentida. É mentira: a liberdade só existe quando ele está presente. Quem se entrega totalmente, quem se sente livre, ama o máximo.

E quem ama o máximo, sente-se livre. Por causa disso, apesar de tudo que posso viver, fazer, descobrir, nada tem sentido... ou tem?

Mas que bobagem é essa que estou dizendo? No amor, ninguém pode machucar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso.

Já me senti ferida quando perdi as pessoas pelas quais me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém. E o mais legal que se aprende nisso tudo: “Não acredite em pessoas que se complementam. Acredite em pessoas que se somam.”

Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem ao menos possuí-la.

PS: É... acho que esse “negócio” de me apaixonar de novo ta me fazendo bem...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

"Embora meu objetivo seja compreender o amor, e embora sofra por causa das pessoas a quem entreguei meu coração, vejo que aqueles que me tocaram a alma não conseguiram despertar meu corpo, e aqueles que tocaram meu corpo não conseguiram atingir minha alma..."

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Velho Almirante

Carpie diem, aproveite cada momento como se fosse o último. Sinceramente, isso já é de senso comum. É difícil viver uma vida intensa quando carregamos um passado nas costas e temos que enxergar um futuro milhas a frente.
Navegare necesse, vivere non est necesse, essa frase descreve de forma bem precisa como utilizar a filosofia do Carpie Diem. Navegar é preciso, viver não. Quanta ousadia resumir a vida em uma simples frase.
De qualquer modo é com este pensamento que devemos enxergar as coisas. Vivemos num mundo em que somos colocados em meio a oceano aberto. Quando crianças ainda somos apenas pequenos marujos, aprendemos com nosso velho almirante. Conforme vamos crescendo vamos subindo ao comando e construindo nosso próprio barco.
É sim necessário viver a vida a cada instante, mas não devemos apressar nada. Devemos navegar de forma adequada ao vento. O vento que vai guiar nossas direções, e temos sempre que estar com os olhos bem atentos ao horizonte. Quando assumimos o posto de comandante, temos que estar sempre com a mão no leme e não esquecer que qualquer decisão tomada terá sua conseqüência diante a tripulação.
Navegar é preciso, porque é algo corrente que temos que tomar nossas decisões com precisão. Navegar é preciso porque não podemos simplesmente deixar as velas panejar. Ou seja, Navegare necesse, loquimu carpe ventus diem quam et minimum credula postero (Navegar é preciso, enquanto colha os ventos do dia, e confia o mínimo no amanhã). É necessário viver a vida conforme a brisa do vento.
Em nossas vidas o vento que rege nossa vida é o tempo. Temos que saber utilizá-lo a nossa favor, temos que colocar nossa mente em conjunto ao nosso tempo. Haverão tempestades que terão que ser velejadas ao longo de dias, e para isso temos que ser pacientes para a abonança. Para isto não basta só viver o dia em que se está, é necessário viver o futuro. Visualizar o horizonte que está a frente para que não percamos o rumo.
Ser comandante da sua vida não é uma tarefa fácil. A responsabilidade que temos sobre o barco em que vivemos, sobre as decisões que tomamos. Mas se engana quem diga que a vida é difícil. Navegar é um ato de tomada de decisões, precisamos saber aproveitar as oportunidades que nos aparece ao longo de nossa vida. Temos que olhar bem não só o horizonte mas ao redor, para ver as rajadas que se aproximam. Nas tempestades, cautela é sempre necessário é precisamos contar com nossa tripulação
Muitos dizem que é na tempestade que se encontra os problemas, mas é nas tempestades que se encontram as soluções. Durante a tempestade a tripulação aprende a controlar o barco e enfrentar as mais diversas situações. Não estranhe se fizer uma comparação, ser feliz é também ser triste. Tempestade por tempestade vamos conhecendo nosso barco, e como trimar as suas velas. Dificuldade por dificuldade é quando vamos crescendo com nossos erros.
Certas horas da nossa vida, temos que simplesmente velejar com o tempo, não adianta tentarmos insistir em bordos que são negativos. Nas tempestades o barco se cansa, mas na abonança podemos repará-lo e deixá-lo mais forte.
Acredite para sermos felizes temos que ser tristes. Ser triste é um dom. Ser triste não é desistir, deixar as velas panejar. É fazer até mesmo as velas se rasgarem para aprender a repará-las. Estar em um tempestade muitas vezes é dar um bordo para trás para fugir um pouco dela.
Navegar está a base da precisão e do cotidiano.
É necessário viver em uma tempestade, porque se formos gananciosos não saberemos prevê-las. Por isso ser triste é um passo para ser feliz. Errar é um passo para crescer. Quando ainda for marujo, ouça aquele que ainda está lhe ensinando, porque quando for tripular seu barco, terá que lembrar dos velhos conselhos.
Quanto a terra firme? Você estará nela quando for um velho almirante, ensinará nela quando for ajudar seu pequeno marujo a construir seu próprio barco. Afinal, viajamos ao longo de toda uma vida e temos que descansar e passar para nosso sucessores o que aprendemos ao longo de nossa jornada. Em nossa terra teremos para construirmos nossa própria família.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

As moças da vida

Ontem foi um dia especial. Diante de varios momentos especiais conheci uma colega que também adora arriscar em escrever as vezes, e coloco aqui, uma cronica linda que ela fez e me mandou...
beijão


As Moças da Vida
Não sei falar sobre Deus, não o imagino como um velhinho de barba branca com túnica azul-clara. Mas eu sei que existe uma energia que move o mundo e essa energia me ajuda a perceber as coisas boas da vida, e essa percepção acolhe minha alma e faz de mim uma pessoa mais feliz e confortada.
Outro dia fui ao dentista na Avenida Brasil na altura do número 1700, desci do ônibus, na Praça da Liberdade e resolvi passar por dentro pra cortar caminho e porque a Praça da Liberdade é lindíssima.
Passei por um canteiro de rosas vermelhas, que pareciam de veludo, tão vermelhas quanto o batom que a Madona usava nos anos 80. Vermelho sangue, vermelho vivo.
O canteiro estava repleto das rosas e eu fiquei maravilhada com a cor, com a beleza e perfeição. Parei, olhei, cheirei... Pronto! Deus existe, decidi. Deus está dentro de mim, é parte de mim, quando eu consigo ver uma rosa e me sentir feliz e agradecida, sei que é a minha parte divina se manifestando.
Saí do dentista, atravessei a Avenida Brasil e entrei numa padaria. Sentei no balcão e a moça do outro lado sorriu pra mim, me deu um bom dia caloroso e disse: o que vai querer minha querida? Tem pão-de-queijo fresquinho, quer um? Ou você prefere um pastel que acabou de sair? Pode sentar, fique à vontade.
Olhei pra moça ressabiada, com cara de elevador (aquela cara que fazemos dentro de um elevador cheio de estranhos). Fiquei boba, chocada, como diz uma amiga. Fiquei agradecida por ela existir, por ela sorrir pra mim, por ela me acolher. Fui servida e fiquei observando a moça enquanto eu comia, ela tratava todos que chegavam ao balcão de uma forma tão carinhosa que me emocionou. O meu vizinho de banco foi chamado pelo nome, descobri que ele era freguês antigo e perguntei a ele se a "moça-sorriso" era sempre assim, ele disse que em muitos anos como freqüentador da padaria, somente um dia a viu cabisbaixa, foi quando a mãe dela faleceu.
Meu pão-de-queijo estava delicioso e o café também, mas a comida é reflexo da atenção da moça com os clientes. Delícia é ser tratada com educação e respeito. Não sei o nome dela, não sei onde mora, e nem o que faz. Mas sei que assim como eu, ela tem problemas infinitos, mas quando ela acorda todas as manhãs, ela escolhe sorri pra vida e para os clientes. Ele fez o meu coração vibrar.
Outra moça que conheço que me faz feliz é caixa do Banco Itaú que fica ao lado da empresa em que traabalho, na Raja Gabaglia, altura do número 4000. Quando eu recebo meu salário, tenho opção de pedir pra alguém que está indo ao banco trocar seu cheque, trocar o meu também, mas eu prefiro ver a moça, fico na fila esperando ser atendida por ela, que me atende sorrindo, os olhos dela falam,ela trabalha com educação e amor, e dá vontade de ficar perto dela. Uma vez eu disse a ela que eu gostava de ser atendida por ela, só pra ter o prazer de vê-la sorrir (ela só fica sorrindo), e ela respondeu que a vida não tem sentido se deixarmos ser contaminados pelos problemas, me disse que tem problemas, mas eles são mais fáceis de se resolver se ela está sorrindo.
Assim como a moça da padaria e a moça do Itaú, existem um monte de moças e moços nessa vida que são luz, e o mundo seria melhor se sorríssemos como eles.
Existem opções em nossas vidas, porque temos o direito de escolha. Abro os olhos todos os dias e posso traçar o meu destino. Sorrir ou chorar? Brigar ou Amar? Agradecer ou reclamar? É uma escolha. Eu escolho procurar ser uma moça da vida e vender sorriso, minha cordialidade e meu respeito em troca de um mundo melhor.

Carol Sales

quinta-feira, 17 de abril de 2008

E o mundo completamente fora dele mesmo…

E o mundo completamente fora dele mesmo…

Era uma vez... uma menina de 5 anos que foi jogada da janela, ainda com vida pelo pai e pela madrasta. Se ainda não provaram ou se alguém ainda tem duvidas, liberdade de expressão. O que me motiva a escrever esse texto é que realmente essa historia não se encaixa em um conto de fadas, nem no que aprendemos na escola e muito menos em um País onde vivem seres humanos, e não dinossauros. Alias, por mais que os dinossauros fossem ferozes acho que nunca ouvi dizer que eles assassinavam seus filhotes. Como entender uma anomalia humana desse porte? Eu diria que o capeta mora ao lado, mais específico na casa daquelas pessoas, ops, daqueles anormais. Vi em uma matéria no Discovery Channel, há algum tempo atrás, que pesquisadores americanos tentavam analisar mentes assassinas. Chegaram à conclusão que talvez esse instinto tão maldoso venha de um cérebro mal desenvolvido, na minha opinião, cérebro? Ah, eles não tem isso.
Conversando com a minha mãe hoje chegamos à conclusão que nem aquele hamster fedorento que a minha sobrinha cria eu teria coragem de jogar pela janela. Soltá-lo-ia se me irritasse muito, mas jogar não. Jogar bola, voley, futebol, não seria isso o que as pessoas deveriam “jogar”? Aonde iremos chegar é que eu não sei, e sinceramente... não quero estar aqui pra ver. As pessoas perderam o bom senso, as pessoas perderam a noção. As pessoas perderam o AMOR. Não generalizando claro, mas o que é o amor? No dicionário: Afeição viva por alguém ou por alguma coisa: o amor a Deus, ao próximo, à pátria, à liberdade.

Contraditório, não?! Quem ama não mata. Quem ama quer a liberdade, e não ser preso. O problema e que ninguém mais sabe o que é o amor... O “eu te amo” se tornou muito fácil de ser dito... e muito mentiroso também!
Pela primeira vez na vida não consigo terminar um texto... e sinceramente, sem vontade alguma de termina-lo. Sabe por quê? Porque as pessoas se acostumaram com o fim, e não lutam, não gritam, não choram... Porque se calar se tornou fácil demais... Porque o “tempo” resolve tudo, e só o tempo cura, e para mim, o tempo, é a desculpa dos covardes e hipócritas, que tem medo de lutar e enfrentar.
Mas enfim... o medo virou nosso melhor amigo e ninguém faz nada... Pelo visto, vai continuar sendo, afinal, um assassino mora ao lado, aqui na minha cidade e a única coisa que consigo sentir nesse momento é raiva. Raiva. Muita raiva por 17 tesouradas esquecidas por uma justiça... Agora, não se trata de tesouras. Mas de pele, braço, mão...
Sem conseguir terminar esse “texto”, fica aqui a minha revolta... por eu ser também, mais uma brasileira inútil.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Esses dias lendo a bíblia me deparei com algo fantástico... Pense nisso, Sempre!!!


“...Três vezes orei ao Senhor pedindo que ele me tirasse esse sofrimento. Mas ele me respondeu: “A minha graça é tudo o que você precisa, pois o meu poder é mais forte quando você esta fraco.” Portanto, eu me sinto muito feliz em me gabar das minhas fraquezas e erros, para que assim a proteção do poder de Cristo esteja comigo. Eu me alegro também com as fraquezas, os insultos, os sofrimentos, a dor e as dificuldades pelas quais passo. Porque, quando perco toda a minha forca, eu tenho a forca de Cristo em mim...por isso nunca fiquemos desanimados. Mesmo que o nosso corpo va se gastando, o nosso espirito vai se renovando dia a dia. E essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma gloria enorme e eterna, muito maior do que o nosso sofrimento. Porque nos não prestamos atenção nas coisas que se vêem, mas sim nas que não se vêem. Pois o que pode ser visto dura apenas um pouco, mas o que não pode ser visto dura para sempre. ”

Perfeito e Verdadeiro!!!

'Acordo. Ou melhor, sou retirado de um turbilhão confuso de pensamentos e lembranças que precisariam de mais umas quatro horas para que fossem chamados de sono pelo blá blá blá longínquo de um locutor de rádio que saía do rádio-relógio mal sintonizado. Entre isto e acordar há um abismo de diferença.
Sento na cama. Imediatamente o quarto dá uma volta completa em torno do que restou do meu fígado e eu lembro que estou de ressaca. O giro do quartosomado à sensação de que estou vestindo uma meia de algodão na línguaestimulam o meu primeiro pensamento lúcido do dia, e talvez um dos únicos:puta-que-pariu.
Depois de deitar e levantar umas 10 vezes, em uma dúvida cruel entre pedirdemissão para dormir mais um pouco e chegar até o chuveiro para salvar o meu emprego, decido manter-me no mercado de trabalho e vou cambaleando até o banheiro.Faço uma parada no corredor e tomo 750 ml de água no bico da garrafa térmica. Os 250 ml restantes escorrem pelos cantos da boca molhando a minha camiseta 'Jânio Quadros Prefeito 85'.Chego até o espelho do banheiro, vejo o meu reflexo com um misto de pena euma expressão do tipo depois-eu-converso-com-você-mocinho. Dou aquelachecada no pânceps - aquele músculo logo abaixo do abdômen -, mas nem me dou o trabalho de encolhê-lo. Preguiçosamente começo a escovar os dentes.A secura da desidratação alcoólica molhada pela água há pouco ingerida formaram uma gosma espessa de cuspe que em contato com a pasta de dentes começa a produzir uma quantidade inominável de espuma na minha boca.Depois de quase engasgar, entro no chuveiro determinado a tomar um banhogelado.Mas ainda não foi desta vez. Eu tenho alguns pensamentos recorrentes quando estou de ressaca, como a obrigação auto-impingida de tomar um banho frio, parar de fumar pelas próximas três semanas, e outras mais comuns.
É claro que, como toda promessa de ressaca, no dia seguinte você está fazendo tudo de novo.Mas uma coisa que eu nunca consegui foi tomar banho gelado para curar bebedeira. Claro que não estou contando aquele banho de roupa que sua mãe(ou avó, ou tia, ou namorada, ou irmão) te deu quando você tomou o primeirofogo.Ah! O primeiro porre! Este passaporte de entrada para um universo que começa em euforia, termina em arrependimento e tem uma complicada contabilidade de horas de sono no meio. Este universo com o qual você vai conviver durante toda a sua vida adulta, só saindo dele através de um SIM proferido em uma igreja, templo, mesquita, ou qualquer que seja o foro apropriado da sua religião. E olhe lá!Este universo que você só vai perceber quando for tarde demais, consome todoaquele dinheiro do plano de previdência privada que você nunca fez, apesardas constantes investidas da sua gerente do banco.Quando volto a mim, ainda estou debaixo do chuveiro com os olhos fixos em nada, divagando sobre estas e mais uma porção de outras bobagens. Recomeço a função mecânica matinal, um tanto prejudicada por um conflito inequívoco de hardware.Ao lavar os olhos, só consigo deixá-los mais vermelhos, já que com tão poucas horas de sono o corpo nem deu tempo de produzir remela (ou ramela, eu nunca sei) suficiente.Em compensação o nariz trabalha incessantemente produzindo cacas enormes, escuras e malcheirosas que dão um prazer imenso de tirar, produzir bolinhas, e dispô-las com um peteleco. Não me recrimine, o banheiro servepara essas coisas. Feio é fazer no trânsito...No meio do banho, eu olho para ele. Ele quem? Ele, oras. O seu companheiroque neste momento está encolhido, ensopado, sujo e mal-humorado (sim, ele tem humor!). E aí você começa a lembrar da noite anterior. E aí começam osseus problemas.A coreografia de 'Ganso do Sargentelli' que você fez para as amigas da suaprima.Aquela hora que você acreditou piamente que era o cara mais bonito do lugare ficou trocando olhares com todas as mulheres - você de sedução, elas, dedesprezo ou piedade.Aquele beijo que você tentou arrancar a força da garota mais feia do lugar,e não conseguiu.E finalmente, aquele momento em que você se tornou milionário, pediu umagarrafa de Taittinger para brincar de pódio de Fórmula 1 (cantando tã tãtã!) e encerrou a noite deixando o restante do seu salário em um prostíbulode luxo, não sem antes tentar sexo gratuito com todas as 'amigas' da casa(afinal de contas você ainda era o cara mais tesudo da cidade). Daí parafrente, só o que você vai sentir ao longo do dia são pequenas dores-morais efísicas, causadas pela noite anterior.A taquicardia provocada pela quantidade paquidérmica de energéticos que vocêingeriu, o telefonema da sua gerente do banco dizendo que só aumenta o seujá estourado limite se você fizer o tal do plano de previdência, uma vontadeincrível de ir ao banheiro para um número 2 que você segura porque não há bidet no escritório e você também não quer interditar o toalete, e o maço decigarros todo úmido e amassado que você insiste em manter no bolso mesmo que jure para si mesmo que vai parar de fumar até que, depois de fingir que trabalhava o dia inteiro, chega o final do expediente, toca o telefone e você ouve aquela voz familiar:

- Faaaaala, seu mééérda! Onde é a night hoje?'