domingo, 4 de dezembro de 2011

O amor maior do mundo...

Já vimos cães-guia ajudarem os seus donos invisuais a atravessar a estrada ou a apanhar um transporte público, mas um cão a servir de guia a outro amigo de quatro patas é algo raro.

Os antigos donos de Lily e Maddison foram obrigados a deixar os animais por não conseguirem sustentar dois cães. Os responsáveis do centro lançaram um apelo à população e desde então não pararam de receber chamadas telefónicas de pessoas que querem ficar com os dois companheiros.

Lily é cega desde uma operação que exigiu que ela tivesse os olhos removidos. Nos últimos 5 anos, Maddison, outro Great Dane, tem sido a visão dela. Os dois são, naturalmente, inseparáveis.

"Eles não querem todo o seu tempo, seu dinheiro, não ligam para aparências, marcas, caras, bocas ou poder. Não importa o que você faça, quem você seja: para eles, só interessa o seu amor."






sexta-feira, 18 de novembro de 2011

SER ATLETICANO!


"A gente não ganha muito ultimamente, mas se diverte pra caramba. O Galo não é um time de vitórias épicas, campeonatos ganhos no último minuto, essas coisas irrelevantes. Para o atleticano, basta um foguete, apenas um estouro de um foguete... Ai alguém grita Gaaaallllooooo. Pronto... Você ouve, tira o chinelo, desiste das cobertas, esquece os problemas.
Coloca a bandeira em cima do carro, põe o hino pra tocar, toca trinta vezes.
Encontra com um amigo, dois, cinco, milhares de amigo. Galo! Galo! Galo!
Todo mundo sabe que as cordas vocais do atleticano começam na aorta.
A gente canta o hino,canta sem parar. Canta o hino no começo, no meio, no fim...
...quando o Taffarel dá uma volta no campo depois de ganhar uma decisão nos pênaltis,
quando é eliminado pelo Palmeiras reforçado por um juiz,
quando é rebaixado,
quando sobe,
quando ganha das Marias
quando o Dadá dá a cabeçada desengonçada mais bonita do mundo.
A gente canta! Quer sinal maior de alegria?
E vai nessa toada até o narrador gritar gol.
Nessa hora, não tem garganta, copo de cerveja ou prato de tropeiro que fique inteiro.
Atleticano de verdade comemora gol até na reprise.
E chega em casa empurrando o carro, feliz, porque a bateria acabou de tanto buzinar.
Tá bom.
Muitas vezes o enredo é bem outro. O atacante não acerta, o juiz não colabora, o outro time não perdoa.
A gente faz pressão, tenta ganhar no grito, fica com torcicolo de virar o rosto a cada gol errado. E a virada não vem. Aí a gente diz e promete:
Nunca mais torço pra esse time!
Até estourar o próximo foguete...a diversão recomeça, ou melhor, nunca acaba...
Para ser atleticano não é só querer ser...
O atleticano já nasce ATLETICANO."



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Primavera...


Nem sempre o processo de renovação é pacífico. Fácil. Às vezes, dói. Renovar implica sempre perder algo. Ou, apenas, guardar algo? Quando a Primavera chega, perde-se a mantinha vermelha. Ou guarda-se?
Renovamos os amigos. Seria dramático se nos esquecessemos de lhes dizer quanto os queremos. Renovamos os amores. Seria triste se nos esquecessemos de dizer, amo-te. Renovamo-nos a nós. Seria preocupante se nos esquecessemos de mudar.
Seria triste se a Primavera se esquecesse de nos devolver o calor. As flores. As folhas das árvores.
Chega esta tarde. Cerca das 18 horas. E venha com Sol ou com chuva, não se vai esquecer do calor.
Por isso, que não se perca a mantinha vermelha. Guarde-se. Apenas. Até Outubro, quando as folhas voltarem a cair, as flores tiverem adormecido e os dias forem de novo pequeninos.
Guarde-se no lugar onde os amigos nos esperam, os amores nos amam e nós...vivermos. Sem nos esquecermos que viver é renovar. Mesmo que, às vezes, doa. Deve doer às árvores quando vêem as suas folhas partirem. E agora é vê-las aí de novo...cheias de...Primavera.
A gente tem tanto a aprender com as árvores. Eu tenho...deve ser por isso que nunca fujo ao encanto com que elas me prendem. Passa-se o mesmo com algumas pessoas. As que enchem a minha vida de flores. Nunca fujo ao seu encanto.

sábado, 17 de setembro de 2011

FOFOCA ou DESABAFO?!

Sábado, 08:26 da manhã. Eu sem sono e com ressaca de vinho comecei a refletir e resolvi escrever. Se sair algo legal, ótimo, senão sair, ótimo.

Pauta do dia: FOFOCA ou DESABAFO?! Até onde vai essa pequena palavra e os estragos que ela pode causar? O que fazer quando você e vítima dela? A quem recorrer? Deixar que caia no esquecimento como todas as outras ou procurar culpados? Bom, eu não sei. Se soubesse não estaria aqui. Nas ultimas semanas me deparei com uma historia assim. E confesso que me atingiu também, acabei falando demais, entrando no jogo e “tomando partido.” Tomando partido não porque tomei as dores, (de dores já bastam as minhas). Tomei partido porque acho uma injustiça. Acho uma injustiça falar nas costas, acho uma injustiça falar mal em mesa de bar, acho uma injustiça mandar indiretas e julgar. (Veja bem, não estou dizendo que eu também não faço isso, ok?). Acho uma injustiça não procurar a principal pessoa antes de sair “metendo o pau” nela. Já dizia Clarice Lispector “Se for falar mal de mim, me chame, sei coisas horríveis a meu respeito.” E o que mais me preocupa é ate onde isso pode chegar, ate onde isso pode afetar. Será mesmo que todos acreditam? Porque convenhamos, existem milhares de casos onde a historia é uma lenda, uma fantasia (nesse caso onde me inspirei TAMBÉM). Ficar calada realmente tava me incomodando e não acho que esse texto vá ajudar em algo, mas como o computador é meu, o texto é meu e o blog é meu, CAGUEI PRO QUE VOCÊS PENSAM. Mas vamos lá, a pessoa fantasia histórias como já fantasiou milhares de outras vezes (estou dando um exemplo e isso também não é uma indireta, apesar de que... rs). Passa pra frente, pra frente, pra frente. Cutuca um, cutuca outro, fala pra um, fala pra outro. Numa boa?! Eu sou a favor de um murro na cara, porque aí ela perde tempo cuidando de curativos e esquece a fofoca. Mas aí entramos em outro processo. Não vou bater em ninguém viu gente, apesar de estar louca atrás do meu terceiro processo criminal. (Bons tempos aquele onde eu era muito mais irracional e quebrava o pau, literalmente).

Voltando a pauta do dia. Fofoca é só fofoca, esquece que passa. Não, não passa. Ficam marcas. MARCAS. Conheço pessoas que já deixaram de se falar durante 15 anos por fofoca. Outras até já morreram e nem sabem de tais verdades. Momentos perdidas, amizades abandonadas por uma simples palavra de 6 letras. Não sei por que fazemos isso. Prazer, Inveja, Recalque, Ciúmes? Qual é a sua? Qual é a nossa? Aqui se faz, aqui se paga. Tenho visto de perto isso acontecer na rapidez da luz. E vai continuar acontecendo. Comigo, com você, com todos nós.

Enfim... Falar de fofoca é falar em círculos e eu realmente não sei onde fica a saída, se alguém descobrir me fala?! Só sei que a melhor coisa a se fazer é viver nossa vida, esquece caralho. Se você fala é porque te incomoda (lógico). Se te incomoda, meu bem, é porque você não ta tão certo(a) assim, porque numa boa, quando estou certa nada me incomoda. Caminho como se nada tivesse acontecido, porque eu nem lembro mais. Repensem nisso.

Bom, vou ficando por aqui e deixo um recadinho para todos: OU VOCÊ RESOLVE SEU PROBLEMINHA COM VOCÊ MESMO, OU FALA NA CARA, SEU BOSTA!

obs: esse texto não foi uma indireta, foi um desabafo. Caso a autora esteja com algum problema com alguém, não se preocupe, quando ela tiver oportunidade ela vai falar... NA CARA.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Chique é crer em Deus!

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos
dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.
O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem fala baixo.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar-se do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!
Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que
salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo...falsidade.
Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material
deste mundo.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!
Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos
tornam humanos!

Glória Kalil

terça-feira, 31 de maio de 2011

A Síndrome dos vinte e tantos...

A chamam de 'crise do quarto de vida'.
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc.
E cada vez desfruta mais dessa cerveijinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são 'tão divertidas'... E às vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez,
esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu
e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez,
não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente,
você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras... Apenas com medo e confuso (a). De repente, você trata de se obstinar ao passado,
mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro...
E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele.
Todos nós que temos 'vinte e tantos' e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça...
Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos...
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16... Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!
FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO... QUE ELE NAO PASSE!

terça-feira, 3 de maio de 2011

SÓ DÊ OUVIDOS A QUEM TE AMA

"Só dê ouvidos a quem te ama. Outras opiniões, se não fundamentadas no amor, podem representar perigo. Tem gente que vive dando palpite na vida dos outros. O faz porque não é capaz de viver bem a sua própria vida. É especialista em receitas mágicas de felicidade, de realização, mas quando precisa fazer a receita dar certo na sua própria história, fracassa.

Tem gente que gosta de fazer a vida alheia a pauta principal de seus assuntos. Tem solução para todos os problemas da humanidade, menos para os seus. Dá conselhos, propõe soluções, articula, multiplica, subtrai, faz de tudo para que o outro faça o que ele quer.

Só dê ouvidos a quem te ama, repito. Cuidado com as acusações de quem não te conhece. Não coloque sua atenção em frases que te acusam injustamente. Há muitos que vão feridos pela vida porque não souberam esquecer os insultos maldosos. Prenderam a atenção nas palavras agressivas e acreditaram no conteúdo mentiroso delas.
Há muitos que carregam o fardo permanente da irrealização porque não se tornaram capazes de esquecer a palavra maldita, o insulto agressor. Por isso repito: só dê ouvidos a quem te ama. Não se ocupe demais com as opiniões de pessoas estranhas. Só a cumplicidade e conhecimento mútuo pode autorizar alguém a dizer alguma coisa a respeito do outro.

Ando pensando no poder das palavras. Há palavras que bendizem, outras que maldizem. Descubro cada vez mais que Jesus era especialista em palavras benditas. Quero ser também. Além de bendizer com a palavra, Ele também era capaz de fazer esquecer a palavra que amaldiçoou. Evangelizar consiste em fazer o outro esquecer o que nele não presta, e que a palavra maldita insiste em lembrar.

Quero viver para fazer esquecer... Queira também. Nem sempre eu consigo, mas eu não desisto. Não desista também. Há mais beleza em construir que destruir.

Repito: só dê ouvidos a quem te ama. Tudo mais é palavra perdida, sem alvo e sem motivo santo.

Só mais uma coisa. Não te preocupes tanto com o que acham de ti. Quem geralmente acha não achou nem sabe ver a beleza dos avessos que nem sempre tu revelas.

O que te salva não é o que os outros andam achando, mas é o que Deus sabe a teu respeito."

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sei lá...

Sabe aquela sensação de que seu futuro ou vai ser vendendo tapete no Egito ou pizza no Texas?! Ou sei lá, cuidar de um vinhedo na Itália também não seria nada mal. Só sei que tem de ser algo muito diferente do que ando vivendo ultimamente, algo no mínimo MUITO estranho e MUITO bizarro porque muita coisa já não me satisfaz mais. Tá. Já sei. Você vai me falar que to reclamando por pouco. Vai me relembrar das ultimas enchentes no estado do Rio, do tsunami na Indonésia e de quantas pessoas morreram ou ficaram desabrigados por conta disso. OK. Isso sim é um “PUTA PROBLEMÃO”, mas me perdoe, isso não faz com que as minhas angustias passem ou curem. Os meus problemas podem ser de pequeno porte pra todos, mas pro meu desespero eles são de grande importância pra mim. E quer saber, o que eu ando sentindo nem tão difícil de entender. EU SÓ CANSEI. Cansei de dormir e de acordar, cansei de atender telefone. Cansei de tomar banho, de ter que enxugar. Cansei de transito, cansei de ônibus, carro, moto. Cansei de perder as coisas, cansei de barulho. Cansei de elevador, de subir, de descer. Cansei de trocar. Só se aproxima por algo em troca. Só se aproxima por interesse. Seja ele pequeno ou grande, essa é a realidade. Cansei de minutos, horas, datas. Cansei de mês, ano. Pra que isso? Contagem regressiva da morte? Cansei de aniversario. Idade não faz mais sentido. Quanto mais velho mais maduro. Quanto mais maduro mais bobo ? Mais covarde ? É isso ?

Cansei de sorrisos falsos, de promessas nunca compridas, de olhares frios e de gente burra. Cansei de gente vazia, essas então nem deveria existir. E não me venha com essa de “controlar sentimentos e expectativas” porque isso não existe. ISSO É CIENCIA meu querido, quase física, e alguns chamam de QUÍMICA. Você pode dar rumo ao que sente? talvez sim. Amenizar? Sim. Controlar, NÃO. A gente acorda e dorme resolvendo problemas e as vezes eles nem são nossos. Porra, 70% ou mais das pessoas no Brasil apenas sobrevivem. Não fomos feitos pra sobreviver, nascemos pra viver, é diferente. AH! Sem falar nessa coisa chamada regime. Você tem que se matar de cansaço um mês pra perder o que comeu em um dia. Ainda paga a academia pra queimar o que é seu. MUNDO ESQUISITO DA PORRA.

Acho que vou terminar esse desabafo... ou entro no quesito DINHEIRO. Melhor não falar dessa praga viva, dessa doença incurável, que cega, mata, corroi. Transforma pessoas em monstros na mesma facilidade que um lagarto vira borboleta. “Essa terra de gigantes, que trocam vidas por diamantes...” Engenheiros do Hawai, eu te amo. E quer saber do que mais? se você é morno, fuja de mim, suma. Ou você é frio ou você é quente. Ou você é tudo ou você é nada. Meio termo nasceu pra ficar no meio, bem perdido. Nunca gostei de metade, nem de dividir o que é meu. Nem um chocolate, nem uma conta, nem um amor... E agora eu cansei de escrever ao vento também. Enfim, eu cansei...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A IMPONTUALIDADE DO AMOR

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

A felicidade é uma obrigação de mercado

Desculpem a autorreferência, que é vitupério - mas, estou terminando meu filme A Suprema Felicidade, que me tomou três anos, entre roteiro, preparação e filmagem. Agora, sairá a primeira cópia.

Amigos me perguntam: "Que é essa tal de A Suprema Felicidade? Onde está a felicidade?" Eu penso: que felicidade? A de ontem ou a de hoje?

Antigamente, a felicidade era uma missão a ser cumprida, a conquista de algo maior que nos coroasse de louros; a felicidade demandava "sacrifício". Olhando os retratos antigos, vemos que a felicidade masculina estava ligada à ideia de "dignidade", vitória de um projeto de poder. Vemos os barbudos do século 19 de nariz empinado, perfis de medalha, tirânicos sobre a mulher e os filhos, ocupados em realizar a "felicidade" da família. Mas, quando eu era criança, via em meus parentes, em minha casa, que a tal felicidade era cortada por uma certa tristeza, quase desejada. Já tinha começado o desgaste das famílias nucleares pelo ritmo da modernidade.

Hoje, a felicidade é uma obrigação de mercado. Ser deprimido não é mais "comercial". A infelicidade de hoje é dissimulada pela alegria obrigatória. É impossível ser feliz como nos anúncios de margarina, é impossível ser sexy como nos comerciais de cerveja. Esta "felicidade" infantil da mídia se dá num mundo cheio de tragédias sem solução, como uma "disneylândia" cercada de homens-bomba.

A felicidade hoje é "não" ver. Felicidade é uma lista de negações. Não ter câncer, não ler jornal, não sofrer pelas desgraças, não olhar os meninos malabaristas no sinal, não ter coração. O mundo está tão sujo e terrível que a proposta que se esconde sob a ideia de felicidade é ser um clone de si mesmo, um androide sem sentimentos.

O mercado demanda uma felicidade dinâmica e incessante, cada vez mais confundida com consumo, como uma "fast-food" da alma. O mundo veloz da internet, do celular, do mercado financeiro nos obriga a uma gincana contra a morte ou velhice, melhor dizendo, contra a obsolescência do produto ou a corrosão dos materiais.

A felicidade é ter bom funcionamento. Há décadas, o precursor McLuhan falou que os meios de comunicação são extensões de nossos braços, olhos e ouvidos. Hoje, nós é que somos extensões das coisas. Fulano é a extensão de um banco, sicrano comporta-se como um celular, beltrana rebola feito um liquidificador. Assim como a mulher deseja ser um objeto de consumo, como um "avião", uma máquina peituda, bunduda, o homem também quer ser uma metralhadora, uma Ferrari, um torpedo inteligente, e mais que tudo, um grande pênis voador.

A ideia de felicidade é ser desejado. Felicidade é ser consumido, é entrar num circuito comercial de sorrisos e festas e virar um objeto de consumo. Não consigo me enquadrar nos rituais de prazer que vejo nas revistas. Posso ter uma crise de depressão em meio a uma orgia, não tenho o dom da gargalhada infinita, posso broxar no auge de uma bacanal. Fui educado por jesuítas, para quem o sorriso era quase um pecado, a gargalhada um insulto.

Bem - dirão vocês -, resta-nos o amor... Mas, onde anda hoje em dia, esta pulsão chamada "amor"?

O amor não tem mais porto, não tem onde ancorar, não tem mais a família nuclear para se abrigar. O amor ficou pelas ruas, em busca de objeto, esfarrapado, sem rumo. Não temos mais músicas românticas, nem o lento perder-se dentro de "olhos de ressaca", nem o formicida com guaraná. Mas, mesmo assim, continuamos ansiando por uma felicidade impalpável.

Uma das marcas do século 21 é o fim da crença na plenitude, seja no sexo, no amor e na política.

Se isso é um bem ou um mal, não sei. Mas é inevitável. Temos de parar de sofrer romanticamente porque definhou o antigo amor... No entanto, continuamos - amantes ou filósofos - a sonhar como uma volta ao passado que julgávamos que seria harmônico. Temos a nostalgia lírica por alguma coisa que pode voltar atrás. Não volta. Nada volta atrás.

Sem a promessa de eternidade, tudo vira uma aventura. Em vez da felicidade, temos o gozo rápido do sexo ou o longo sofrimento gozoso do amor; só restaram as fortes emoções, a deliciosa dor, as lágrimas, motéis, perdas, retornos, desertos, luzes brilhantes ou mortiças, a chuva, o sol, o nada. O amor hoje é o cultivo da "intensidade" contra a "eternidade". O amor, para ser eterno hoje em dia, paga o preço de ficar irrealizado. A droga não pode parar de fazer efeito e, para isso, a "prise" não pode passar. Aí, a dor vem como prazer, a saudade como excitação, a parte como o todo, o instante como eterno. E, atenção, não falo de "masoquismo"; falo do espírito do tempo.

Há que perder esperanças antigas e talvez celebrar um sonho mais efêmero. É o fim do "happy end", pois na verdade tudo acaba mal na vida. Estamos diante do fim da insuportável felicidade obrigatória. Em tudo.

Não adianta lamentar a impossibilidade do amor. Cada vez mais o parcial, o fortuito é gozoso. Só o parcial nos excita. Temos de parar de sofrer por uma plenitude que nunca alcançamos.

Hoje, há que assumir a incompletude como única possibilidade humana. E achar isso bom. E gozar com isso.

Não há mais "todo"; só partes. O verdadeiro amor total está ficando impossível, como as narrativas romanescas. Não se chega a lugar nenhum porque não há onde chegar. A felicidade não é sair do mundo, como privilegiados seres, como estrelas de cinema, mas é entrar em contato com a trágica substância de tudo, com o não sentido, das galáxias até o orgasmo. Usamos uma máscara sorridente, um disfarce para nos proteger desse abismo. Mas esse abismo é também nossa salvação. A aceitação do incompleto é um chamado à vida.

Temos de ser felizes sem esperança. E este artigo não é pessimista...

Arnaldo Jabor

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Amar é imprevisível, mas essencial…

"Todas as pessoas buscam pelo amor. Mas são incapazes de reconhecê-lo quando ele bate a sua porta.

Você deseja tanto o amor em sua vida, mas será que está pronto para ele?
Será que você quer realmente um amor de verdade ou só alguém que preencha o modelo ideal de relacionamento que alguém um dia idealizou para você?

Pra começar, o amor não é racional. Ele chega e acontece. Não se escolhe amar alguém, a gente simplesmente ama. Amor não se planeja.
Não dá pra simplesmente olhar alguém na rua que seja atraente e decidir amar essa pessoa. Muitos até o fazem, mas nem de longe estão sentindo o amor.

Amar é sentir-se bem, é poder ser quem é todo o tempo sabendo que aquela pessoa ali gosta de cada partícula do seu ser, sem tirar nem por.
Amar é ser respeitado, ser cuidado, sentir-se protegido num abraço.
É ter alguém que faça questão de lhe mostrar o quanto você é especial.
É não ter a vergonha de dizer “Eu te Amo”.

Amar é ter alguém que ria de suas piadas (mesmo as mais sem graça), é ter alguém ao seu lado quando está doente, durante suas crises de mau-humor, alguém para segurar sua mão, alguém para ajudar no que for possível, e fazer isso tudo sem reclamar nem esperar nada em troca.

O amor não tem barreiras. Pra ele não existe sexo, raça e aparência. Nos encantamos com a essência. Não existe homem e mulher. É amor de pessoa para pessoa, amor de almas, e isso é o suficiente.

Tem que ter conteúdo, afinidade, personalidade…

Tem que ser quente na cama, sem pudor, sem vergonha… Não ter limites.

Tem que ser livre, dado e não exigido. Tem que ser sem medo, sem preconceitos, sem amarras…

Amar é não pensar muito. Amar é puramente sentir. Amar é se permitir ser amado, é se permitir amar alguém.

No amor não existe lugar pra convenções, estereótipos, modelos comportamentais, preconceitos, tabus e especialmente para o medo.
Amar é para aqueles que tem coragem de sentir. É para aqueles que tem coragem de ser.

Para os plenos de alma e puros de coração.

Amar é imprevisível, mas essencial…"

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010


Se me perguntassem o que espero de um relacionamento, talvez eu não mencionasse a sinceridade, a fidelidade, o companheirismo. Eu diria RECIPROCIDADE, pois este sim, garantiria tudo que idealizo…
…pois modéstia à parte, o que tenho a oferecer é especial e a recíproca sendo verdadeira, torna-se incondicional!

Mas pelo visto (e vivido) isso é bem difícil de se entender...


"Eu só confio nas pessoas loucas,
aquelas que são loucas pra viver,
loucas para falar,
loucas para serem salvas,
desejosas de tudo ao mesmo tempo,
que nunca bocejam ou dizem uma coisa corriqueira,
mas queimam, queimam, queimam,
como fabulosas velas amarelas romanas,
explodindo como aranhas através das estrelas."

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

SUCESSO

Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, sou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.

Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar.

E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma. A propósito disso, lembro-me uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo." E ela responde: "Eu também não, meu filho".

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna. Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega viver como homens.
Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito.

É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.

Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não sente-se e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia!

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansear, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.

O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta.Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho. Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso.


Nizan Guanaes

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

INTELIGÊNCIA É AFRODISÍACO!

Na minha época de estudante de 2º grau, ouvi uma professora fazer uma pergunta boba sobre sexualidade que à época pouco me chamou atenção apesar da surpresa da resposta. Era o 1º ano ainda, haviam muitos alunos “turistas” do tipo que sabe-se que não chegam até o fim do ano, e a aula era de Física. E a professorinha perguntou em meio ao assunto que estava no ar: “Qual é o maior órgão sexual” E começou o burburinho e risadinhas tolas de sempre. Após algum suspense ela saiu com a resposta: “Para quem pensou bobagem, o maior órgão sexual é o cérebro” e decepcionou a todos!

Na ocasião até me surpreendi com a resposta, não esperava algo assim tão profundo e confesso, estava pouco interessado em filosofar sobre o assunto. Mas hoje entendo o que a Professora nos quis dizer. O ser humano como corpo tem o sexo, mas como alma tem a sensualidade; o erotismo. Uma se relaciona com a outra, mas a sensualidade, como atributo próprio do espírito, a qual somente ele capta, é muito mais envolvente.

Porque não somente corpos são sensuais e esse é um atributo próprio do corpo. Mas uma postura pode ser sensual, um jeito de falar pode ser sensual, um olhar penetrante também, ou todos esses atributos juntos conduzidos por uma atitude inteligente; envolvente; com certeza são sensuais. Theophile Gautier resumiu perfeitamente este pensamento ao concluir que Amar é admirar com o coração, e admirar, é amar com o cérebro.

Recentemente, uma pesquisa confirma o que tenho dito ao constatar, na Inglaterra, que mulheres com maior instrução, tendem a ter mais dificuldades de se realizar na cama. A hipótese levantada por especialistas é a de que essas mulheres idealizam demais a situação, e travam diante da crueza do ato sexual. É assim: Na imaginação, tudo é perfeito. Mas aquilo que atrai, encanta, provoca e excita entra em choque com uma realidade íntima não levada em conta. Somente o hábito supera esse choque.

Entendo a sensualidade como a excitação causada pela constatação ou contemplação do que é belo ou de alguma forma incitante. E isso acontece na imaginação. Atualmente, alguns até afirmam que certos carros são sensuais. E não é difícil encontrar por ai alguns objetos produzidos pelo design contemporâneo que nos transmitem algo estimulante de alguma forma. Isso acontece porque ali não tem só funcionalidade, mas tem a mão inteligente de quem o concebeu na imaginação. Não é meramente arte gratuíta, é humano, é inteligência.

A melhor definição que já ouvi para inteligência foi como sendo a capacidade de se estabelecer relações (entre idéias). Tem menos a ver com alardar CONHECIMENTO (embora um bom repertório seja fundamental) e mais com ESPERTEZA, perspicácia, agilidade mental. É a agudeza de espírito que relaciona uma situação comum à outra incomum, e daí cria graça, leveza, humor. A alma humana se sente tão atraída por nobres sentimentos, quanto um corpo se sente atraído por outro. Mas convenhamos, não sou puritano, se juntar os dois tipos de atração fica bem melhor.

Enfim... Inteligência pra mim, é mais que afrodisíaco...